Dois alunos escreveram tudo muito certinho, sem um único erro.
Houve outros que ficaram muito perto e, com toda a certeza, proximamente também conseguirão ganhar o seu diploma.
Parabéns, João e Diogo!
Uma escola com vida...e que convida!
EB1 de MAÇAINHAS– Guarda – Portugal
Agrupamento de Escolas Carolina Beatriz Ângelo
Dois alunos escreveram tudo muito certinho, sem um único erro.
Houve outros que ficaram muito perto e, com toda a certeza, proximamente também conseguirão ganhar o seu diploma.
Parabéns, João e Diogo!
O Diogo e a mãe leram-nos (muito bem) uma história muito engraçada de uma cabra que, vejam lá, gostava de limonada.
Era uma cabra francesa e, talvez por isso, tinha gostos tão esquisitos!
Estes momentos de leitura com os pais são muito apreciados por todos, na nossa escola. E assim, se vai desenvolvendo o gosto pela leitura.
Como eu sou muito gulosa, aos quatro anos de idade comecei a ter os dentes cariados, porque sempre gostei de comer chocolates, rebuçados, chupa chupas, gomas, ou seja, tudo o que não devia comer.
Como a minha família é grande e todos sabiam que eu adorava doces, muitas vezes ofereciam-me guloseimas tentadoras. Apesar de as guloseimas serem deliciosas, acreditem que também têm o seu lado amargo pois, passado algum tempo, provocaram–me cáries dolorosas.
Num belo dia, estava eu ainda na creche do Porto da Carne, quando comecei a sentir dor no dente do maxilar inferior e até formou um abcesso. A auxiliar telefonou à minha mãe para me ir buscar à creche.
Quando a minha mãe chegou ela explicou-me que tínhamos de ir a um médico,chamado dentista, que trata os dentes .
Quando chegámos ao consultório e me sentei naquele cadeirão, fiquei apavorada.
Entretanto o dentista apareceu. Trazia uma bata branca como a dos médicos e uma máscara na boca e no nariz. O dentista foi paciente e simpático, mas eu recusava-me a abrir a boca. Sentia muito medo dos instrumentos que ele tinha, alguns aguçados e outros que faziam barulhos estranhos.
Nesse mesmo dia fui para casa sem que o dentista conseguisse tratar os meus dentes.
No dia seguinte, voltámos ao consultório dele porque a dor de dentes não passava e eu tive que colaborar e deixar de ter medo.
Hoje, quando me lembro do medo que tinha, rio-me porque, afinal, o dentista trata os nossos dentes e dá-nos bons conselhos.
Érica, 4º ano
Esta é a nº 6. Não é difícil. É uma coisa que não se vê mas sentimos e vemos os efeitos.
Sou frio,
também sou quente,
sou fraco,
também sou forte.
Nunca posso estar parado,
vejam lá a minha sorte!
Foi proposto aos alunos do 4º ano que escrevessem um texto relatando uma situação em que tivessem sentido medo.
O meu acidente
No dia 17 de Dezembro, eu e a minha mãe tivemos um acidente de viação, na Nacional 338.
A minha mãe adormeceu por uns segundos e fomos para uma valeta funda. Ela bem queria voltar para a estrada, mas não conseguiu porque um pneu rebentou e o carro capotou.
Apercebemo-nos de tudo o que estava a acontecer. Parecia um filme em câmara lenta.
A minha mãe conseguiu sair e só queria tirar-me de lá.
A mãe de Maria Inês parou o carro e veio ter connosco para nos ajudar.
Entretanto, a minha mãe ligou ao meu pai e à minha avó.
Passado pouquíssimo tempo, o meu pai chegou e ligou para um reboque. Sofremos apenas ferimentos ligeiros: a minha mãe magoou-se numa mão e ainda andou com dores durante três ou quatro meses e eu magoei-me na cara.
O carro foi virado, posto no reboque e levado para a oficina, mas estava muito estragado e já não tinha conserto.
Nesse dia, tive muito medo porque nunca tinha sofrido nenhum acidente e o primeiro que vivi foi logo com um capotamento.
Diogo, 4º ano
Adivinha nº 5
"Uma senhorita,
muito assenhorada,
nunca sai à rua,
anda sempre molhada.
O que é?"
( Pista: A resposta está relacionada com o que o 2º Ano andou a aprender em Estudo do Meio.)
- Quem tem os sorrisos mais lindos? Quem é? Quem é?
- É a nossa escola, já se vê!
Todas as semanas, os mais bem comportados recebem um “smile”. Quando ganharem dez… Papás, façam o favor de lhes oferecer uma prenda.
Estes malandrecos já ganharam o primeiro. Parabéns!
Tenho camisa e casaco,
Sem remendo nem buraco.
Estoiro como um foguete,
Se alguém no lume me mete.
Esta é muito fácil. Todos os avós a ouviram da boca dos seus avós, também.
Verde foi o meu nascimento
Mas de luto me vesti
Para dar luz ao mundo
Mil tormentos* padeci*.
( *tormento – sacrifício; padecer – sofrer)
Não está a ser fácil…
Alguns ainda não perceberam bem como é que se faz.
Vejam o vídeo (com atenção, please). Talvez ajude.
Foi no dia 5 de Outubro de 1910. O centenário (100 anos) comemorou-se no ano passado. Portanto, já lá vão 101 anos desde que uma revolta terminou com a Monarquia e foi instaurada a República, em Portugal.
Se quiseres testar os teus conhecimentos sobre este tema, clica na gravura e responde às questões.
Esta é mesmo fácil!
Tentem adivinhar… sem ajudas. É só pensar um bocadito!
Qual é a coisa, qual é ela?
UMA SENHORA MUITO ESBELTA,
QUE COM LINDOS VÉUS SE APERTA;
QUEM HOUVER DE A DESAPERTAR
MUITA LÁGRIMA HÁ-DE CHORAR.
Iniciamos o jogo das adivinhas. Haverá duas, nos fins de semana do mês de Outubro.
As respostas devem ser apresentadas até à segunda feira seguinte.
Claro que os pais podem e devem ajudar.
Aqui está a primeira:
Qual pesa mais? Meio frango morto ou meio frango vivo?
Todas as manhãs, antes de vir para a escola, a Inês vai visitar a sua gatinha Miete e os seus dois filhotes.
Ela adora os gatinhos mas já compreendeu que não pode ficar com eles.
Pode ser que algum colega da Inês queira ficar com algum. Quem sabe!…
São duas vogais que se pronunciam ao mesmo tempo… e é o que os alunos do 1º ano estão a aprender.
Já conhecem o UI e o IU.
Plantar batatas
A batata é um tubérculo que se planta de Março a Maio, dependendo da região.
Para plantar a batata é preciso preparar a terra: primeiro, cavá-la ou lavrá-la; depois fazem-se regos e colocam-se as batatas, o adubo e tapam-se com a terra. À medida que o tempo vai passando vão-se regando e elas vão crescendo.
Chega o Verão e, agora, é preciso cortar a rama às batatas, pois está quase na altura de as arrancar; ficam uns diazitos a secar a rama e eis que estão prontas para arrancar, apanhar e arrumá-las para comermos durante todo o ano.
Plantar e apanhar batatas pode ser cansativo, mas também divertido porque juntam-se muitas pessoas. Na minha família é assim.
Diogo – 4º ano
Na nossa escola temos este cantinho que está reservado para os pais.
Já esteve ocupado, mas apenas uma única vez. Esperamos que todos passem por aqui. Será uma ótima oportunidade de entender melhor a nossa realidade.
Todos os alunos estão a portar-se muito bem e estão a visitar tanto o blog que…
merecem bem todo este fogo de artifício.
São alunos do 4º ano e estão sempre prontos a ajudar os seus afilhados do 1º ano.
Foi uma cerimónia bonita. Depois, houve muitas brincadeiras e alguns jogos.
Iniciaram hoje uma caminhada longa mas que vai ser repleta de sucessos!
Foi um dia que pôs fim àquela ansiedade que antecede a entrada num mundo novo.
Não resisti e tive que publicar este texto copiado do blog DaNação. Aconselho a leitura aos pais e aos colegas professores.
“Há um ano atrás, quando o segundo furacão varria mais umas largas centenas de escolas ― sobretudo no interior do país ―, o Governo e as autarquias prometiam transportes escolares gratuitos para as crianças arrancadas aos pais e à aldeia. As dezenas de quilómetros que muitas foram obrigadas a palmilhar surgiam assim, na opinião pública, como uma mera excursão diária largamente compensadora, pois, no outro extremo da longa estrada, havia um belo mamute escolar, cheio de meninos e de socialização, à sua espera.
Um ano depois, parece que tudo o vento levou. Como ontem testemunhámos, no blogue Educação do Meu Umbigo, num apelo pungente de uma mãe aflita, agora há crianças de seis anos despachadas, diariamente, num autocarro normal de carreira, para… Bué de Longe.
Eu tenho um filho de seis anos. Ontem, olhei para ele e imaginei-o na estação de camionagem de Braga, a entrar sozinho num autocarro, com todo o tipo de pessoas como companhia. Mordi a língua… e subiu-me o fel à boca!
Hoje, vi Passos Coelho e Nuno Crato, lá para os lados de Lamego, a fazerem de José Sócrates e de Isabel Alçada. E lembrei-me dos “gritos” de alerta do bispo de Lamego, no verão passado. Será que os jornalistas vão todos na comitiva? Não sobra nenhum para dar voz aos que não têm voz?
A partir de amanhã, republicarei o estudo que fiz sobre a desertificação do interior do país, um estudo comparativo com as províncias espanholas que ficam do lado de lá da fronteira. Há crise, é preciso fazer sacrifícios, mas… tem de haver equidade, tem de haver justiça, tem de haver pudor, tem de haver vergonha!”
Andam por aí uns figurões que tentam passar a ideia de que as escolas megasuperbuédefixes é que são boas para os nossos alunos. Assim, vão retirando condições às escolas das nossas aldeias, passa a haver insucesso e “voilá”… os alunos têm que ir para as tais escolas com os quadros interativos e tecnologia q.b. E assim se dá mais uma ajudinha na desertificação das nossas aldeias.
Estamos de regresso à escola e para quatro amiguinhos vem aí esse dia que nunca irão esquecer: o primeiro dia de aulas.
Às vezes, parece que custa (até temos vontade de chorar): ter que ficar longe dos papás, ficar longe dos brinquedos preferidos, longe de casa… e, acima de tudo, não sabermos bem o que nos espera.
No princípio vai parecer-vos estranho mas isso é só no primeiro dia, passa logo.
Já pensastes quantos amigos ides ter na escola?
E a mochila nova, com tantos materiais bonitos!
E as brincadeiras nos recreios!
E tantas coisas novas que ides aprender!
E as conversas, os segredos e as novidades que ides repartir com os colegas!
Tenho a certeza que todos vão adorar!
Segunda-feira, dia 12, pelas 20 h
Convidamos TODOS os senhores encarregados de educação para uma reunião de início do ano escolar.
… É necessário que os pais acreditem nas capacidades dos filhos e lhes transmitam esses sentimentos. Desta forma, contribuem para que as crianças sintam confiança em si próprias.
Expliquem sempre ao vosso filho porque se deve comportar de uma maneira e não de outra.
Evitem impor regras sem explicar as razões porque as impõem.
Não lhe dêem as vossas soluções para os diferentes problemas do dia a dia.
Esperem que seja o vosso filho a resolver.
Ponham-lhe várias hipóteses; questionem-no.
Dêem tempo ao vosso filho para que ele, sozinho, se vista, se calce, tome banho, lave os dentes ou coma.
Ajudem-no quando ele pedir, mas sempre só depois de ele próprio já ter tentado.
Não criem o hábito de o ajudar sempre.
Digam-lhe que se tentar mais uma vez, vai ser capaz.
Se o vosso filho tem trabalhos escolares para fazer em casa, acompanhem-no.
Muitas vezes, a criança não precisa de ajuda; basta estar próxima de vós, de sentir que se interessam por ela e pelo que está a fazer.
Se tiver alguma dúvida, não lhe dêem a resposta. Coloquem-lhe várias alternativas.
A criança acabará por encontrar a solução adequada e por adquirir confiança nas suas capacidades.
Nunca digam ao vosso filho que ele não sabe nada. Ele sabe muitas coisas e é a partir daquilo que ele já sabe que vai adquirir novos conhecimentos.
Quantas mais coisas o vosso filho reconhecer que sabe, mais se entusiasma por adquirir novos conhecimentos.
Para além do prazer da descoberta, tem a satisfação de se sentir mais crescido e mais próximo do mundo dos adultos.
(…)
O tempo de brincadeira facilita o desenvolvimento da imaginação, da cooperação e da partilha. Brincar é uma forma muito importante de aprender.
Brincar é indispensável para a criança porque lhe dá prazer e contribui para o seu crescimento.
Combinem com o vosso filho um período diário destinado às suas brincadeiras.
De acordo com as vossas disponibilidades, facilitem encontros e brincadeiras de amigos dos vossos filhos em casa, no pátio, no jardim...
Ao fim da tarde, no fim de semana...
Não deixem o vosso filho estar muito tempo seguido a ver televisão.
Ele está sossegado, mas uma criança da idade da vossa tem necessidade de se movimentar, de saltar, de correr...
Ao dialogar com o adulto, ao fazer perguntas, ao contar pequenas histórias reais ou imaginadas, a criança vai aperfeiçoando e aumentando o vocabulário, vai desenvolvendo o espírito crítico, o pensamento, a vida afectiva e de relação com as outras pessoas.
Falem o mais possível com o vosso filho sobre o que se passa à sua volta e o seu dia a dia, como por exemplo as brincadeiras que teve hoje com o irmão mais novo, o telefonema que receberam ontem dos avós, o aumento do preço do leite...
A criança tem muita necessidade de fazer perguntas e de contar coisas – umas reais e outras que ela inventa.
Dêem-lhe atenção e mantenham o diálogo.
Ela sentir-se-á feliz.
CRESCER COM OS PAIS
As aprendizagens diversificadas fora da escola
- seja a aquisição de hábitos e regras de comportamento, seja a aquisição de conhecimentos que desenvolvam o raciocínio, o espírito de cooperação, de relação e de ajuda - contribuem para o sucesso educativo e sucesso escolar da criança.
A higiene, o descanso, a alimentação e o estado geral de saúde contribuem para o equilíbrio pessoal e são factores essenciais no desenvolvimento global da criança.
Para além do banho diário, assegurem que o vosso filho lave as mãos antes de comer e os dentes depois das refeições, e ao deitar e ao levantar.
Um sono tranquilo e com uma duração de 9 a 11 horas é fundamental para que a criança acorde bem disposta e com vontade de colaborar.
Tentem que o vosso filho se deite sempre por volta da mesma hora e não permitam que a televisão atrase o momento de ir dormir.
Combinem com a criança os dias em que pode deitar-se mais tarde, de forma a que ela adquira hábitos e aprenda a cumprir regras previamente estabelecidas.
Uma criança saudável acorda sempre com apetite. O pequeno almoço, sendo a primeira refeição do dia, deve merecer uma atenção mais cuidada.
Procurem, na medida das vossas disponibilidades, que o pequeno almoço do vosso filho seja variado.
Não deixem a criança estar muito tempo sem tomar o pequeno almoço depois de acordar ou ir para a escola sem tomar esta refeição.
Não deixem de cumprir as datas de vacinação do vosso filho indicadas pelo serviço de saúde.
Se a criança ao ver um livro ou outro objecto o aproxima muito dos olhos, refiram essa situação ao médico ou ao professor. O vosso filho pode estar a ver mal.
Se o vosso filho parecer distraído e frequentemente não responder quando o chamam, assinalem igualmente este facto ao médico ou ao professor.
O vosso filho pode estar a ouvir mal.
No dia 14, será o início da nova etapa (só para o 1º ano). Tempo de conhecer (melhor) os espaços, os colegas, o professor…
No dia seguinte, já estaremos todos.
Do bom começo na escola pode depender o sucesso da vida escolar da criança.
Falem com o vosso filho sobre a escola. Expliquem-lhe por palavras simples e carinhosas porque é que as crianças vão à escola:
Na aula e no recreio há regras e tarefas a cumprir. Muitas vezes, essas regras e tarefas são combinadas entre o professor e os alunos:
Não é possível todos os meninos falarem ao mesmo tempo, porque não se consegue perceber o que dizem.
Se o vosso Filho perceber para que servem essas regras e tarefas, facilmente as aceita e cumpre.
Excelente artigo, copiado daqui, para ajudar os pais dos alunos que iniciam o 1º Ano.
O vosso filho vai entrar pela 1ª vez na Escola. Está alegre, excitado, entusiasmado...
Ou então inquieto, preocupado, triste?…
Pode acordar maldisposto, fazer birras, não querer comer, não querer vestir-se, querer continuar a dormir...
Ou acordar sonolento, mexer-se com lentidão...
Sem estar doente.
Estas situações são normais e NÃO HÁ MOTIVO PARA ALARME.
O vosso filho vai passar grande parte do seu tempo na escola.
É necessário então que a escola seja um lugar alegre vivo e acolhedor onde a criança goste de estar, onde aprenda coisas que ainda não sabe e onde, em conjunto com outras crianças, possa trocar saberes que já adquiriu.
É importante que saiba que a escola é dela e para ela.
Que os medos e preocupações desapareçam. Que o entusiasmo surja ou se mantenha.
OS PAIS QUE TÃO BEM CONHECEM OS FILHOS, SÃO AS PESSOAS QUE MELHOR PODEM AJUDAR AS CRIANÇAS, JUNTAMENTE COM OS PROFESSORES QUE ESTARÃO EM CONVÍVIO DIÁRIO COM ELES.
Como podem os pais dar essa ajuda é o que tentarei mostrar a seguir…(Continua)
Ainda falta algum tempo para o regresso à escola. No entanto, podemos ir já pensando...
material escolar
Eis alguns conselhos:
- Vamos comprar só o que o professor vier a indicar.
- É importante que os filhos acompanhem os pais na escolha e compra do material escolar.
- Devem escolher material que seja de qualidade mas acima de tudo prático.
- Não deve contribuir para a dispersão da atenção nem para distração mas sim fazer bem aquilo a que se destina.
- Nem sempre o caro e o bonito é o melhor. A escola não é uma montra de vaidades. Vamos escolher material simples e prático.
- Não adianta comprar em quantidade mas sim com qualidade.
- Devem colar etiquetas nos manuais e escrever os nomes. O material de cada um deve estar identificado para o caso de se perder e para evitar trocas.
- Ter sempre presente que o mais importante não é o material em si mas o que com ele viermos a fazer…
Esta crónica foi publicada no Expresso há já algum tempo. Contudo, vale a pena voltar a ler e refletir: Será que estamos a dar a melhor educação às nossas crianças???
A pátria adora conversar sobre professores. A pátria, porém, nunca fala sobre educação. Portugal ainda não arranjou coragem para lidar com este facto: os alunos acabam o secundário sem saber escrever. Parece que os professores vão fazer uma 'marcha da indignação'. Pois muito bem. Eu também vou fazer uma marcha indignada. Vou descer a avenida com a seguinte tarja: 'os alunos portugueses conseguem tirar cursos superiores sem saber escrever'.
A coisa mais básica - saber escrever - deixou de ser relevante na escola portuguesa. De quem é a culpa? Dos professores? Certo. Do Ministério? Certo. Mas os principais culpados são os próprios pais. Mães e pais vivem obcecados com o culto decadente da psicologia infantil. Não se pode repreender o "menino" porque isso é excesso de autoridade, diz o psicólogo. Portanto, o petiz pode ser mal-educado para o professor. Não se pode dizer que o "menino" escreve mal porque isso pode afectar a sua auto-estima. Ou seja, o rapazola pode ser burro, desde que seja feliz. O professor não pode marcar trabalhos de casa porque o "menino" deve ter tempo para brincar. Genial: o "menino" pode ser preguiçoso, desde que jogue na consola. Ora, este tal "menino" não passa de um mostrengo mimado que não respeita professores e colegas. Mais: este mostrengo nunca reconhece os seus próprios erros; na sua cabeça, 'sexo' será sempre 'sequesso'. Neste mundo Peter Pan os erros não existem e as coisas até mudam de nome. O "menino" não escreve mal; o "menino" faz, isso sim, escrita criativa. O "menino" não sabe escrever a palavra 'recensão', mas é um Eça em potência.
Caro leitor, se quer culpar alguém pelo estado lastimável da educação, então, só tem uma coisa a fazer: olhe-se ao espelho. E, já agora, desmarque a próxima consulta do "menino" no psicólogo.
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/sequesso=f260162#ixzz1UCCaBedt
Há quem diga que os lobos estão extintos na serra da Estrela, o que não é totalmente verdade. Encontrámos alguns sobreviventes dessa espécie selvagem, rija e teimosa. Manuel Gonçalves, o último tecelão de cobertores de papa, é um desses seres cujo estilo de vida morrerá com eles.
É um edifício velho à beira da estrada em Maçainhas, uma aldeia a uns quatro quilómetros da Guarda. "Artur Freire. Fábrica de cobertores" está escrito por cima o portão. Ao contrário da fábrica em frente, esta ainda funciona, graças à perseverança de José Pires Freire, filho de Artur, já desaparecido.
Numa das divisões há vários teares mecânicos, operados por duas trabalhadoras. Noutra está, sozinho, o tear manual. É uma geringonça enorme e assustadora, embora de grande beleza. Um insecto gigante, uma espécie de animal pré-histórico de pêlo cor de madeira escura no dorso e branco de neve no peito.
(Retirado de um excelente artigo do jornal Público)
Nos últimos dias tenho ouvido, na rua, uma “música” que tende a desaparecer definitivamente.
Essa música é produzida por esta geringonça esquisita.
É um tear com que o último tecelão de Maçainhas faz os cobertores de papa.
Quando os teus avós tinham mais ou menos a tua idade haveria uns 40 teares iguais a este, em Maçainhas. Em qualquer rua da aldeia se ouvia o sum que produziam.
Hoje, em todo o país, resiste apenas este. Por quanto tempo mais?…
Quantos segredos, quantos perigos, quantas maravilhas…
Para todos os que estão em férias, no campo, na praia, na sua terra, aproveitem bem. Mas não se esqueçam de respeitar sempre todos os seres da Natureza.
Os nossos amiguinhos peixes também merecem repousar. Estiveram sempre atentos a tudo e, certamente, aprenderam muito.
Agora, com a casa limpinha, vão ter umas férias bem tranquilas.
Até Setembro, amigos!
No sábado passado, a Ana Carolina e a Gabriela tiveram participações brilhantes no festival aquático que decorreu na piscina do I.P.G.
Parabéns às duas! Continuai a praticar desportos e tereis muitas vitórias pela vida fora!
No passado dia 30 de Junho, na sede do nosso Agrupamento, depois da assinatura do Livro de Honra, houve desfile, músicas, danças e banquete renascentistas.
Professores e alunos, trajados a rigor, representaram algumas cenas daquele período (séc. XIV, XV, XVI e XVII), conhecido por Renascentismo, que marca o início da Idade Moderna, na Europa.
A nossa Joana Inês está em todas. Com tantas vivências só pode continuar a ser uma óptima aluna.
Parabéns, Joana. Continua sempre com todo esse entusiasmo!
… mas são nossos colegas também!
E apresentaram estes lindos momentos musicais no dia da assinatura do Livro de Honra.