EB1 de MAÇAINHAS– Guarda – Portugal
Agrupamento de Escolas Carolina Beatriz Ângelo
O NOSSO BLOGUE VAI ENCERRAR, NO DIA 15 DE JULHO. FOI UM BELO PERCURSO QUE FIZEMOS JUNTOS, AO LONGO DE QUASE 4 ANOS!!!

sábado, 13 de novembro de 2010

Uma, duas, três castanhas…

Já estamos mais afinaditos. Os gestos é que não estão muito bem, pois não?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

S. Martinho

E a tradição manteve-se.

Fizemos várias actividades, em conjunto com o Jardim de Infância.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Lenda dos Três Milagres

A Joana Inês recolheu esta lenda, que está ligada à terra dos seus avós.

Lenda dos três milagres

A minha avó Berta, que já faleceu, morava numa aldeia que se chama Açores, no Joanaconcelho de Celorico da Beira, que tem como Padroeira Nossa Senhora do Açor.

A minha mãe contou-me, que lhe contara a minha avó, que um rei espanhol, desesperado por não ter filhos, pediu ajuda à Nossa Senhora dos Milagres, do sítio de Aldeia Rica, conhecida por ter salvo um pastor e uma vaca de morrerem afogados.

O rei teve um filho que ficou inválido. Depois de irem a vários médicos, em vão, a rainha pediu outro milagre à Virgem e partiu, juntamente com o rei e o príncipe, para o sítio da Aldeia Rica. No caminho, já perto, o príncipe morreu. O rei culpou a rainha e decidiu enterrar ali o filho. A rainha não deixou e, com fé, colocou ali o corpo aos pés da Virgem e ficou ali a rezar.

O rei, que não acreditava em milagres, foi caçar e quando lhe disseram que um dos caçadores tinha soltado um dos açores reais, condenou-o à morte, ordenando que começassem por lhe cortar a mão que tinha soltado a açor.

Quando lhe iam cortar a mão, o açor veio pousar nela. O caçador gritou que era milagre e, ao mesmo tempo, chegou a rainha com o filho vivo gritando também:  “MILAGRE”.

O rei libertou o caçador e todos os açores do reino e resolveu construir a igreja de Santa Maria dos Açores, onde podemos ver três lindos painéis que representam:

“ O aparecimento da Virgem ao rústico da vaca”

“O Açor pousado na mão do caçador”

“O filho do rei, ressuscitado”

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Para mil, eu

Lenda da Nª Srª do Mileu, recontada pela Gabriela.

mileu Era uma vez dois ladrões.

Eles foram assaltar a Capela do Mileu, que nesse tempo ainda não tinha nome.

Roubaram tudo o que lhes interessava e prepararam-se para ir embora.

Mas um deles, antes de sair, disse em tom vitorioso:

- Agora, nem que viessem cem homens, para nos apanhar.

Então, ouviu-se a voz de Nossa Senhora que disse:

- Para mil, eu.

Os ladrões, muito assustados, tentaram fugir mas ficaram agarrados ao puxador da porta.

Desde então, a capela passou a chamar-se de Nossa Senhora do Mileu.

sábado, 6 de novembro de 2010

O primeiro rei de Portugal

… foi D. Afonso Henriques. Era filho do conde D. Henrique, cavaleiro francês que veio ajudar o rei de Leão e Castela (Afonso VI) a combater os mouros e de Teresa, filha do mesmo rei.

Portugal tornou-se independente em 1 143.

D. Afonso Henriques conquistou muitas terras aos mouros e, por isso, tem o cognome de “O Conquistador”.

Ah! E sabem quem lhe sucedeu?

Exactamente! D. Sancho I … aquele que tem a estátua junto à Sé da Guarda.

afonso

Podes aprender mais sobre o nosso 1º rei, clicando nesta imagem.

Depois, escolhe o 1º livro da estante.

Também deves fazer os exercícios…

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quem conta um conto…

… aumenta um ponto.

Durante este mês de Novembro, desafiamos os nossos alunos e familiares a contarem-nos uma lenda relacionada, de preferência, com a sua terra.

As lendas combinam factos (acontecimentos) reais e históricos com factos irreais que são simplesmente produto da imaginação humana.

Pelo facto de, muitas vezes, serem repassadas oralmente de geração em geração, sofrem alterações à medida que são recontadas.

Todas as terras têm lendas quase sempre relacionadas com acontecimentos misteriosos e sem explicação.

 

“Bora lá” a pedir aos avós e aos familiares mais antigos que contem uma lenda… Eles sabem algumas, com certeza.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Romanização

Conhecer a História é muito importante: só assim podemos compreender a evolução de um povo.

Os romanos estiveram na Península Ibérica durante cerca de 700 anos. Por isso, parte daquilo que somos hoje é devida à sua permanência nesta região.

E os vencedores são…

Terminou o Jogo dos Provérbios!

Os pais ajudaram um bocadito. É natural, é a sua obrigação. Mas isso não retira valor aos vencedores e, podem crer, ganharam eles e todos os que participaram.

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Aprender, fazendo

Hoje, foram as alunas do 4º Ano que deram a aula de Estudo do Meio.

Andamos a estudar os primeiros povos que habitaram a Península Ibérica. Elas realizaram trabalho de pesquisa, seleccionaram o que acharam mais interessante e fizeram uma apresentação em powerpoint.

Realizaram um óptimo trabalho e, assim, através da acção, aprenderam muito mais e melhor.

Todos nós temos muito orgulho nas alunas do 4º Ano.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

1 de Novembro de 1755

O Terramoto de 1755

  • A maior catástrofe natural que alguma vez aconteceu em Portugal foi o terramoto de Lisboa de 1755.
  • Neste terramoto, morreram cerca de 60 mil pessoas. Destas, cerca de 20 mil morreram em Lisboa (na época, viviam 250 mil pessoas nesta cidade!).
  • Apesar de o terramoto ter sido em Lisboa, o tremor de terra foi tão forte que provocou estragos em todo o país e sentiu-se até ao Sul de França e ao Norte de África!
  • Tudo aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755. Como era Dia de Todos os Santos, as pessoas tinham acordado muito cedo para irem à missa.
  • Como era dia de guarda (como se chamava dantes aos feriados religiosos), havia muitas velas acesas nas casas e nos altares das igrejas. Além disso, o dia estava muito frio, o que fez com que as pessoas tivessem deixado as lareiras acesas em casa.
  • Mas, ninguém podia imaginar o que iria acontecer...
    Eram cerca das 9h45 da manhã, quando se sentiu um abalo de terra muito violento.
    Em toda a cidade de Lisboa começaram a ruir casas e prédios e a cair pedras para a rua. Muitas pessoas ficaram soterradas nas igrejas onde estavam a assistir à missa.
  • O cais da cidade afundou-se completamente e a água do rio Tejo começou a avançar para a cidade.
  • Além do terramoto em terra, sentia-se o maremoto no mar e no rio. Os barcos que estavam no rio começaram a rodopiar e a afundar-se a pique.
  • Abriram-se falhas na terra, em zonas como Alcântara, Sacavém, S. Martinho, Azeitão e Setúbal. Dessas falhas, surgiu água, vento e vapores.
  • Passado algum tempo, houve um segundo abalo muito violento.
    A cidade incendiou-se. As velas e as lareiras que tinham sido deixadas acesas ajudaram a chamas a crescer ainda mais.
  • As pessoas que sobreviveram rezavam nas ruas, cobertas de pó.
  • Durante horas, os abalos não pararam, embora já fossem mais fracos do que os primeiros.
    Em Lisboa, a baixa estava praticamente destruída. Caíram casas, igrejas e edifícios públicos.
  • Milhares de pessoas desceram até ao Terreiro do Paço para tentarem fugir dos incêndios e da queda de paredes e pedras.
  • Levaram todos os pertences que puderam e tentaram apanhar um dos barcos que estavam a recolher pessoas. Mas as ondas do rio estavam tão altas que acabaram por arrastar os barcos e muitas pessoas se afogaram.
  • Durante três dias, os abalos e os incêndios não pararam! O terramoto destruiu a baixa de Lisboa e fez ruir casas e monumentos por todo o país.
  • Depois de passado o horror, o rei ordenou ao Marquês de Pombal que reconstruísse a baixa da cidade.
  • Foi nesta época que se construiu a Praça do Rossio, o Arco da Rua Augusta e as ruas paralelas e perpendiculares da baixa onde agora é zona de compras.
  • A maior parte dos monumentos que ficaram destruídos, foram depois restaurados.
  • No entanto, houve alguns monumentos, como o Convento do Carmo, em Lisboa, em que não se fizeram obras, para simbolizar este acontecimento tão trágico.

(in, Júnior, T.E.)

sábado, 30 de outubro de 2010

HAPPY HALLOWEEN

UUUUIIII. . . QUE MEDO!

Não cliques na imagem, se não…

BUUUUUUU…

 

Jogo dos provérbios - 4

Lê as frases e tenta descobrir o provérbio a que cada uma se refere.

1- "Quem dá passos sob gotas de atmosfera, embebe-se."

2 - "Mais compensa uma pequena ave na extremidade do braço do que um mais um a deslocar-se no ar."

3 - "Paixão com paixão se renumera.

4 - "Agarra-se com mais rapidez um falso do que um manco."

5 - "Quem vê rostos não vê órgãos musculares, agentes principais da circulação."

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Desafio de Ortografia

Neste mês (OUTUBRO), quase todos se empenharam para escrever sem erros.

Quando há trabalho, os bons resultados acabam por surgir. E foi assim que, desta vez, batemos o nosso record e conseguimos Cinco alunos com zero erros.

PARABÉNS

Ortog_Out

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Avós FANTÁSTICOS! São os nossos.

Hoje, dia 27 de Outubro, alguns dos avós vieram à nossa escola. Vieram contar-nos alguns momentos e como funcionava escola.

Sentaram-se todos em cadeiras à nossa frente. Contaram alguns jogos que faziam: jogavam ao berlinde com bugalhos, porque eram tão redondinhas que mais pareciam berlindes, faziam danças de roda…

Também pregavam partidas: um dia, os rapazes foram lá para fora e as raparigas ficaram dentro da sala. Eles apanharam um lagarto e deitaram-no para dentro da sala. As raparigas, ao verem o lagarto, começaram a fugir para aqui… para acolá! Foi mesmo divertido!!

Também nos disseram que antigamente não havia colchão nem lençol. A cama era feita com palha e o lençol era um cobertor feito em algodão.

E, na escola, quando não sabiam alguma coisa? Era cada reguada!!!

Só de pensar já me dói a mão!

Pelo que disseram “a menina dos cinco olhos” era mesmo má.

Gostei muito da vinda dos avó à nossa escola.

Joana Inês, 4º ano

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Gostei muito da vinda dos avós à escola.

Foi muito interessante porque as brincadeiras e a maneira de viver eram muito diferentes das de hoje.

Para dormir era em colchões de palha e as casas, nesse tempo, não eram tão grandes como as de agora.

Os avós, antigamente, não tinham brinquedos e tinham que, eles próprios, os fazer.

Na escola, as professoras eram muito más e batiam-lhes com uma régua de madeira.

Como andamos a estudar o passado, foi uma boa ideia.

Sofia, 4º Ano

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Hoje, vieram à nossa escola os avos e falaram-nos dos seus passados.

A parte mais divertida foi quando os avós nos fizeram perguntas, também.

Gostei, ainda, quando os avós tentaram lançar um pião, mas ninguém conseguiu.

Ah, e a parte melhor foi que fiquei a saber mais e fez-nos bem falar com eles porque nós andamos a estudar o passado do meio local.

Ana Carolina, 4º ano

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Hoje, de manhã, os avós vieram à escola para nos explicar como ela era no seu tempo.

Antigamente, na escola, os professores em vez de lhes ralharem davam reguadas nas mãos. E, às vezes, mandavam-os para casa.

Nesse tempo, não tinham brinquedos como nós. Eles tinham de os fazer.

Os seus jogos eram divertidos: eles jogavam às pedrinhas, aos berlindes, às apanhadas e à “ Goa é nossa”.

Depois de eles nos contarem os seus jogos, a minha avó tentou lançar um pião de madeira mas não conseguiu. Tentou um senhor e conseguiu… mais ou menos.

Passado um bocado, avós e alguns alunos fomos tomar chá e comer alguma coisa.

Quando acabaram de comer, os avós foram-se embora para casa.

Eu gostei muito desta visita porque aprendemos como era a escola no tempo dos nossos avós.

Eduarda, 4º Ano

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No Estudo do Meio, começámos a estudar o passado do meio local.

Como tínhamos de pesquisar sobre uma instituição, decidimos pesquisar sobre a escola.

E não havia nada melhor do que os avós para nos explicarem como era o passado na escola.

De manhã, os avós chegaram, sentaram-se numas cadeiras e lá começaram as perguntas.

Perguntámos como eram os jogos. Disseram-nos o jogo dos berlindes que jogavam com bugalhas (retiradas do carvalho), o jogo das pedrinhas, o queima…

Contaram-nos partidas que faziam: uma vez os rapazes apanharam um lagarto e deitaram-no para a sala das meninas e elas começaram a gritar.

E quando não faziam os trabalhos de casa, ou quando davam erros nos ditados, ou quando não sabiam a tabuada… zás! Levavam umas reguadas.

Para os avós não se cansarem de responderem foi a nossa vez de responder às perguntas deles.

Gostei muito que os avós viessem porque convivemos e ficámos a saber como era a escola antigamente.

Gabriela, 4º Ano

Avozinha do coração!

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Escrita criativa

Texto escrito pela Gabriela. EXCELENTE!

UMA VIAGEM PELO MUNDO DAS NUVENS

   Certo dia, estava a brincar com o Lord (o meu cão).

   De repente, pôs-se um grande nevoeiro. Parecia que uma nuvem tinha aterrado mesmo por cima das nossas cabeças.

   Pus a trela ao Lord e subimos umas escadas. Enquanto subíamos, ouvíamos uma voz que dizia:

   - Suífer, anda cá!

   Finalmente, as escadas já tinham acabado. Fomos a correr para ver quem estava a chamar por alguém.

   Era uma nuvem a chamar pelo seu hamster.

   Eu e o Lord nem queríamos acreditar que estávamos nas nuvens.

   - Boa tarde. Quem são vocês?

   - Olá e muito boa tarde também para si. Eu sou a Gabriela e este é o meu cão, o Lord. Você quem é?

   - Oh! Desculpem não me ter apresentado. Eu sou a Clotilde Amélia Distraída do Céu. Mas podem tratar-me por dona Distraída.

   - Olhe, eu e o meu cão queremos saber como se volta lá para baixo.

   - Mas já se querem ir embora!?

   - A minha avó vai ficar preocupada se eu me demorar.

   - Por favor, fica. É rápido…

   - Está bem.

   Subimos para as costas da nuvem e lá fomos nós.

   Ela mostrou-nos o Sushi-Bar, todas as lojas de roupas, levou-nos ao parque infantil, pagou-nos o lanche…

   - Obrigado, dona Distraída. Adorei conhecer a cidade. Mas ainda não me apresentou a sua família.

   - Desculpem. A minha casa é ali à frente.

   - A dona Distraída tinha três bebés. Eu e o Lord brincámos com eles.

   - Adorámos, dona Distraída. Mas como se volta lá para baixo?

   - Bem, têm de descer por aquele escorrega.

   - Está bem.

   Estávamos quase a terminar a descida mas o escorrega mudou de direcção e fomos parar ao deserto.

   Encontrámos um árabe que nos deu chá de menta. Para voltarmos para Maçainhas, ele emprestou-nos um camelo e, também, alguma água e comida para nos podermos alimentar durante o caminho.

   Adorei conhecer a nuvem Clotilde Amélia Distraída do Céu.

   Mas também gostei do deserto…

sábado, 23 de outubro de 2010

Escolas fantásticas

Pais, professores, governantes… e todos os que têm alguma ligação com a educação são convidados a ver este vídeo.

Talvez nos ajude, a todos, a pensar, a envolver e a contribuir para a criação de escolas fantásticas.

Jogo dos provérbios - 3

Desta vez, os provérbios estão mesmo doidinhos.

Repara bem e… dá lá uma ajuda. Vê se consegues escrevê-los certinhos.

1- Águas passadas já não lavam estradas.
2- Ladrão que rouba a ladrão é um grande aldrabão.
3- Tão ladrão é o que vai à horta que até leva a porca.
4- Quem tudo quer perde a mulher.
5- Cada um puxa a rede para a sua sombrinha.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Provérbio inglês

A mãe da Joana Inês enviou este provérbio inglês.Inglaterra[1]

" An apple a day, keeps the doctor away!"

Alguém sabe traduzir isto para português?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Também costumas perder a cabeça?

O texto que se segue, foi retirado do livro “Da rua do contador para a rua do ouvidor”, do escritor António Torrado. Vale a pena ler!

O Senhor Distraído

"Era uma vez um senhor que era muito distraído. Estava sempre a perder coisas - as luvas, os óculos, o pente, o chapéu-de-chuva (dúzias de chapéus-de-chuva!), a carteira, a caneta e, até, uma vez, os sapatos.

Dessa vez em que chegou a casa descalço, a mulher dele fez um grande escarcéu:

- Ó homem, tu andas mesmo de cabeça perdida. Uns sapatos novos, que custaram um dinheirão! Onde é que os deixaste?

O senhor, que tinha olhos azuis, muito claros, por trás dos óculos de aros redondos, fitou a mulher e disse:

- Não sei. Costumo descalçar os sapatos debaixo da secretária, lá no escritório. Fui à casa de banho sem eles e, quando voltei, os sapatos tinham desaparecido. Alguém os levou, por brincadeira.

E o senhor ria-se, achando graça à partida que lhe tinham pregado. A mulher é que não se conformava:

- Perdes tudo! Qualquer dia até perdes a cabeça.

E não é que a perdeu mesmo?

Umas vizinhas lá de casa vieram dizer à mulher:

- O seu marido, calcule, perdeu a cabeça. Trazemo-la aqui, quer ver?

Era mesmo. Os olhos azuis... Os óculos de aros redondos... E o sorriso de sempre.

- Estamos bem aviados - disse a mulher. - Se ele, com cabeça, era tão distraído, sem cabeça não sei como vai ser...

Mas um homem sem cabeça acaba sempre por dar nas vistas. Trouxeram-no à mulher. Só havia um problema. A cabeça não encaixava.

- Este não é o meu marido. Deve ser outro, que também perdeu a cabeça.

Pois era. E havia mais. Bastantes! Quando por fim lhe apareceu o marido e a cabeça voltou ao seu lugar, a mulher não barafustou nem se ralou muito.

Encolheu os ombros. Afinal havia mais distraídos do que ela julgava..."

António Torrado, in Da rua do contador para a rua do ouvidor 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Recreios animados

Ultimamente temos andado muito entusiasmados com o jogo do “mata”.

É um jogo tradicional mas de que gostamos muito porque todos participam.

No princípio, tínhamos algumas dificuldades em passar e receber bem a bola. Mas, agora, já estamos bastante bem.

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