Já estamos mais afinaditos. Os gestos é que não estão muito bem, pois não?
sábado, 13 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A Lenda dos Três Milagres
A Joana Inês recolheu esta lenda, que está ligada à terra dos seus avós.
Lenda dos três milagres
A minha avó Berta, que já faleceu, morava numa aldeia que se chama Açores, no concelho de Celorico da Beira, que tem como Padroeira Nossa Senhora do Açor.
A minha mãe contou-me, que lhe contara a minha avó, que um rei espanhol, desesperado por não ter filhos, pediu ajuda à Nossa Senhora dos Milagres, do sítio de Aldeia Rica, conhecida por ter salvo um pastor e uma vaca de morrerem afogados.
O rei teve um filho que ficou inválido. Depois de irem a vários médicos, em vão, a rainha pediu outro milagre à Virgem e partiu, juntamente com o rei e o príncipe, para o sítio da Aldeia Rica. No caminho, já perto, o príncipe morreu. O rei culpou a rainha e decidiu enterrar ali o filho. A rainha não deixou e, com fé, colocou ali o corpo aos pés da Virgem e ficou ali a rezar.
O rei, que não acreditava em milagres, foi caçar e quando lhe disseram que um dos caçadores tinha soltado um dos açores reais, condenou-o à morte, ordenando que começassem por lhe cortar a mão que tinha soltado a açor.
Quando lhe iam cortar a mão, o açor veio pousar nela. O caçador gritou que era milagre e, ao mesmo tempo, chegou a rainha com o filho vivo gritando também: “MILAGRE”.
O rei libertou o caçador e todos os açores do reino e resolveu construir a igreja de Santa Maria dos Açores, onde podemos ver três lindos painéis que representam:
“ O aparecimento da Virgem ao rústico da vaca”
“O Açor pousado na mão do caçador”
“O filho do rei, ressuscitado”
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Para mil, eu
Lenda da Nª Srª do Mileu, recontada pela Gabriela.
Eles foram assaltar a Capela do Mileu, que nesse tempo ainda não tinha nome.
Roubaram tudo o que lhes interessava e prepararam-se para ir embora.
Mas um deles, antes de sair, disse em tom vitorioso:
- Agora, nem que viessem cem homens, para nos apanhar.
Então, ouviu-se a voz de Nossa Senhora que disse:
- Para mil, eu.
Os ladrões, muito assustados, tentaram fugir mas ficaram agarrados ao puxador da porta.
Desde então, a capela passou a chamar-se de Nossa Senhora do Mileu.
sábado, 6 de novembro de 2010
O primeiro rei de Portugal
… foi D. Afonso Henriques. Era filho do conde D. Henrique, cavaleiro francês que veio ajudar o rei de Leão e Castela (Afonso VI) a combater os mouros e de Teresa, filha do mesmo rei.
Portugal tornou-se independente em 1 143.
D. Afonso Henriques conquistou muitas terras aos mouros e, por isso, tem o cognome de “O Conquistador”.
Ah! E sabem quem lhe sucedeu?
Exactamente! D. Sancho I … aquele que tem a estátua junto à Sé da Guarda.
Podes aprender mais sobre o nosso 1º rei, clicando nesta imagem.
Depois, escolhe o 1º livro da estante.
Também deves fazer os exercícios…
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Quem conta um conto…
… aumenta um ponto.
Durante este mês de Novembro, desafiamos os nossos alunos e familiares a contarem-nos uma lenda relacionada, de preferência, com a sua terra.
As lendas combinam factos (acontecimentos) reais e históricos com factos irreais que são simplesmente produto da imaginação humana.
Pelo facto de, muitas vezes, serem repassadas oralmente de geração em geração, sofrem alterações à medida que são recontadas.
Todas as terras têm lendas quase sempre relacionadas com acontecimentos misteriosos e sem explicação.
“Bora lá” a pedir aos avós e aos familiares mais antigos que contem uma lenda… Eles sabem algumas, com certeza.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Romanização
Conhecer a História é muito importante: só assim podemos compreender a evolução de um povo.
Os romanos estiveram na Península Ibérica durante cerca de 700 anos. Por isso, parte daquilo que somos hoje é devida à sua permanência nesta região.
E os vencedores são…
Terminou o Jogo dos Provérbios!
Os pais ajudaram um bocadito. É natural, é a sua obrigação. Mas isso não retira valor aos vencedores e, podem crer, ganharam eles e todos os que participaram.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Aprender, fazendo
Hoje, foram as alunas do 4º Ano que deram a aula de Estudo do Meio.
Andamos a estudar os primeiros povos que habitaram a Península Ibérica. Elas realizaram trabalho de pesquisa, seleccionaram o que acharam mais interessante e fizeram uma apresentação em powerpoint.
Realizaram um óptimo trabalho e, assim, através da acção, aprenderam muito mais e melhor.
Todos nós temos muito orgulho nas alunas do 4º Ano.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
1 de Novembro de 1755
O Terramoto de 1755
A maior catástrofe natural que alguma vez aconteceu em Portugal foi o terramoto de Lisboa de 1755.
- Neste terramoto, morreram cerca de 60 mil pessoas. Destas, cerca de 20 mil morreram em Lisboa (na época, viviam 250 mil pessoas nesta cidade!).
Apesar de o terramoto ter sido em Lisboa, o tremor de terra foi tão forte que provocou estragos em todo o país e sentiu-se até ao Sul de França e ao Norte de África!
- Tudo aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755. Como era Dia de Todos os Santos, as pessoas tinham acordado muito cedo para irem à missa.
Como era dia de guarda (como se chamava dantes aos feriados religiosos), havia muitas velas acesas nas casas e nos altares das igrejas. Além disso, o dia estava muito frio, o que fez com que as pessoas tivessem deixado as lareiras acesas em casa.
- Mas, ninguém podia imaginar o que iria acontecer...
Eram cerca das 9h45 da manhã, quando se sentiu um abalo de terra muito violento.
Em toda a cidade de Lisboa começaram a ruir casas e prédios e a cair pedras para a rua. Muitas pessoas ficaram soterradas nas igrejas onde estavam a assistir à missa. O cais da cidade afundou-se completamente e a água do rio Tejo começou a avançar para a cidade.
- Além do terramoto em terra, sentia-se o maremoto no mar e no rio. Os barcos que estavam no rio começaram a rodopiar e a afundar-se a pique.
Abriram-se falhas na terra, em zonas como Alcântara, Sacavém, S. Martinho, Azeitão e Setúbal. Dessas falhas, surgiu água, vento e vapores.
- Passado algum tempo, houve um segundo abalo muito violento.
A cidade incendiou-se. As velas e as lareiras que tinham sido deixadas acesas ajudaram a chamas a crescer ainda mais. As pessoas que sobreviveram rezavam nas ruas, cobertas de pó.
- Durante horas, os abalos não pararam, embora já fossem mais fracos do que os primeiros.
Em Lisboa, a baixa estava praticamente destruída. Caíram casas, igrejas e edifícios públicos. Milhares de pessoas desceram até ao Terreiro do Paço para tentarem fugir dos incêndios e da queda de paredes e pedras.
- Levaram todos os pertences que puderam e tentaram apanhar um dos barcos que estavam a recolher pessoas. Mas as ondas do rio estavam tão altas que acabaram por arrastar os barcos e muitas pessoas se afogaram.
Durante três dias, os abalos e os incêndios não pararam! O terramoto destruiu a baixa de Lisboa e fez ruir casas e monumentos por todo o país.
- Depois de passado o horror, o rei ordenou ao Marquês de Pombal que reconstruísse a baixa da cidade.
- Foi nesta época que se construiu a Praça do Rossio, o Arco da Rua Augusta e as ruas paralelas e perpendiculares da baixa onde agora é zona de compras.
A maior parte dos monumentos que ficaram destruídos, foram depois restaurados.
- No entanto, houve alguns monumentos, como o Convento do Carmo, em Lisboa, em que não se fizeram obras, para simbolizar este acontecimento tão trágico.
sábado, 30 de outubro de 2010
Jogo dos provérbios - 4
Lê as frases e tenta descobrir o provérbio a que cada uma se refere.
1- "Quem dá passos sob gotas de atmosfera, embebe-se."
2 - "Mais compensa uma pequena ave na extremidade do braço do que um mais um a deslocar-se no ar."
3 - "Paixão com paixão se renumera.
4 - "Agarra-se com mais rapidez um falso do que um manco."
5 - "Quem vê rostos não vê órgãos musculares, agentes principais da circulação."
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Desafio de Ortografia
Neste mês (OUTUBRO), quase todos se empenharam para escrever sem erros.
Quando há trabalho, os bons resultados acabam por surgir. E foi assim que, desta vez, batemos o nosso record e conseguimos Cinco alunos com zero erros.
PARABÉNS
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Avós FANTÁSTICOS! São os nossos.
Hoje, dia 27 de Outubro, alguns dos avós vieram à nossa escola. Vieram contar-nos alguns momentos e como funcionava escola.
Sentaram-se todos em cadeiras à nossa frente. Contaram alguns jogos que faziam: jogavam ao berlinde com bugalhos, porque eram tão redondinhas que mais pareciam berlindes, faziam danças de roda…
Também pregavam partidas: um dia, os rapazes foram lá para fora e as raparigas ficaram dentro da sala. Eles apanharam um lagarto e deitaram-no para dentro da sala. As raparigas, ao verem o lagarto, começaram a fugir para aqui… para acolá! Foi mesmo divertido!!
Também nos disseram que antigamente não havia colchão nem lençol. A cama era feita com palha e o lençol era um cobertor feito em algodão.
E, na escola, quando não sabiam alguma coisa? Era cada reguada!!!
Só de pensar já me dói a mão!
Pelo que disseram “a menina dos cinco olhos” era mesmo má.
Gostei muito da vinda dos avó à nossa escola.
Joana Inês, 4º ano
Gostei muito da vinda dos avós à escola.
Foi muito interessante porque as brincadeiras e a maneira de viver eram muito diferentes das de hoje.
Para dormir era em colchões de palha e as casas, nesse tempo, não eram tão grandes como as de agora.
Os avós, antigamente, não tinham brinquedos e tinham que, eles próprios, os fazer.
Na escola, as professoras eram muito más e batiam-lhes com uma régua de madeira.
Como andamos a estudar o passado, foi uma boa ideia.
Sofia, 4º Ano
Hoje, vieram à nossa escola os avos e falaram-nos dos seus passados.
A parte mais divertida foi quando os avós nos fizeram perguntas, também.
Gostei, ainda, quando os avós tentaram lançar um pião, mas ninguém conseguiu.
Ah, e a parte melhor foi que fiquei a saber mais e fez-nos bem falar com eles porque nós andamos a estudar o passado do meio local.
Ana Carolina, 4º ano
Hoje, de manhã, os avós vieram à escola para nos explicar como ela era no seu tempo.
Antigamente, na escola, os professores em vez de lhes ralharem davam reguadas nas mãos. E, às vezes, mandavam-os para casa.
Nesse tempo, não tinham brinquedos como nós. Eles tinham de os fazer.
Os seus jogos eram divertidos: eles jogavam às pedrinhas, aos berlindes, às apanhadas e à “ Goa é nossa”.
Depois de eles nos contarem os seus jogos, a minha avó tentou lançar um pião de madeira mas não conseguiu. Tentou um senhor e conseguiu… mais ou menos.
Passado um bocado, avós e alguns alunos fomos tomar chá e comer alguma coisa.
Quando acabaram de comer, os avós foram-se embora para casa.
Eu gostei muito desta visita porque aprendemos como era a escola no tempo dos nossos avós.
Eduarda, 4º Ano
No Estudo do Meio, começámos a estudar o passado do meio local.
Como tínhamos de pesquisar sobre uma instituição, decidimos pesquisar sobre a escola.
E não havia nada melhor do que os avós para nos explicarem como era o passado na escola.
De manhã, os avós chegaram, sentaram-se numas cadeiras e lá começaram as perguntas.
Perguntámos como eram os jogos. Disseram-nos o jogo dos berlindes que jogavam com bugalhas (retiradas do carvalho), o jogo das pedrinhas, o queima…
Contaram-nos partidas que faziam: uma vez os rapazes apanharam um lagarto e deitaram-no para a sala das meninas e elas começaram a gritar.
E quando não faziam os trabalhos de casa, ou quando davam erros nos ditados, ou quando não sabiam a tabuada… zás! Levavam umas reguadas.
Para os avós não se cansarem de responderem foi a nossa vez de responder às perguntas deles.
Gostei muito que os avós viessem porque convivemos e ficámos a saber como era a escola antigamente.
Gabriela, 4º Ano
Avozinha do coração!
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Escrita criativa
Texto escrito pela Gabriela. EXCELENTE!
UMA VIAGEM PELO MUNDO DAS NUVENS
Certo dia, estava a brincar com o Lord (o meu cão).
De repente, pôs-se um grande nevoeiro. Parecia que uma nuvem tinha aterrado mesmo por cima das nossas cabeças.
Pus a trela ao Lord e subimos umas escadas. Enquanto subíamos, ouvíamos uma voz que dizia:
- Suífer, anda cá!
Finalmente, as escadas já tinham acabado. Fomos a correr para ver quem estava a chamar por alguém.
Era uma nuvem a chamar pelo seu hamster.
Eu e o Lord nem queríamos acreditar que estávamos nas nuvens.
- Boa tarde. Quem são vocês?
- Olá e muito boa tarde também para si. Eu sou a Gabriela e este é o meu cão, o Lord. Você quem é?
- Oh! Desculpem não me ter apresentado. Eu sou a Clotilde Amélia Distraída do Céu. Mas podem tratar-me por dona Distraída.
- Olhe, eu e o meu cão queremos saber como se volta lá para baixo.
- Mas já se querem ir embora!?
- A minha avó vai ficar preocupada se eu me demorar.
- Por favor, fica. É rápido…
- Está bem.
Subimos para as costas da nuvem e lá fomos nós.
Ela mostrou-nos o Sushi-Bar, todas as lojas de roupas, levou-nos ao parque infantil, pagou-nos o lanche…
- Obrigado, dona Distraída. Adorei conhecer a cidade. Mas ainda não me apresentou a sua família.
- Desculpem. A minha casa é ali à frente.
- A dona Distraída tinha três bebés. Eu e o Lord brincámos com eles.
- Adorámos, dona Distraída. Mas como se volta lá para baixo?
- Bem, têm de descer por aquele escorrega.
- Está bem.
Estávamos quase a terminar a descida mas o escorrega mudou de direcção e fomos parar ao deserto.
Encontrámos um árabe que nos deu chá de menta. Para voltarmos para Maçainhas, ele emprestou-nos um camelo e, também, alguma água e comida para nos podermos alimentar durante o caminho.
Adorei conhecer a nuvem Clotilde Amélia Distraída do Céu.
Mas também gostei do deserto…
sábado, 23 de outubro de 2010
Escolas fantásticas
Pais, professores, governantes… e todos os que têm alguma ligação com a educação são convidados a ver este vídeo.
Talvez nos ajude, a todos, a pensar, a envolver e a contribuir para a criação de escolas fantásticas.
Jogo dos provérbios - 3
Desta vez, os provérbios estão mesmo doidinhos.
Repara bem e… dá lá uma ajuda. Vê se consegues escrevê-los certinhos.
| 1- Águas passadas já não lavam estradas. |
| 2- Ladrão que rouba a ladrão é um grande aldrabão. |
| 3- Tão ladrão é o que vai à horta que até leva a porca. |
| 4- Quem tudo quer perde a mulher. |
| 5- Cada um puxa a rede para a sua sombrinha. |
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Provérbio inglês
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Também costumas perder a cabeça?
O texto que se segue, foi retirado do livro “Da rua do contador para a rua do ouvidor”, do escritor António Torrado. Vale a pena ler!
O Senhor Distraído
"Era uma vez um senhor que era muito distraído. Estava sempre a perder coisas - as luvas, os óculos, o pente, o chapéu-de-chuva (dúzias de chapéus-de-chuva!), a carteira, a caneta e, até, uma vez, os sapatos.
Dessa vez em que chegou a casa descalço, a mulher dele fez um grande escarcéu:
- Ó homem, tu andas mesmo de cabeça perdida. Uns sapatos novos, que custaram um dinheirão! Onde é que os deixaste?
O senhor, que tinha olhos azuis, muito claros, por trás dos óculos de aros redondos, fitou a mulher e disse:
- Não sei. Costumo descalçar os sapatos debaixo da secretária, lá no escritório. Fui à casa de banho sem eles e, quando voltei, os sapatos tinham desaparecido. Alguém os levou, por brincadeira.
E o senhor ria-se, achando graça à partida que lhe tinham pregado. A mulher é que não se conformava:
- Perdes tudo! Qualquer dia até perdes a cabeça.
E não é que a perdeu mesmo?
Umas vizinhas lá de casa vieram dizer à mulher:
- O seu marido, calcule, perdeu a cabeça. Trazemo-la aqui, quer ver?
Era mesmo. Os olhos azuis... Os óculos de aros redondos... E o sorriso de sempre.
- Estamos bem aviados - disse a mulher. - Se ele, com cabeça, era tão distraído, sem cabeça não sei como vai ser...
Mas um homem sem cabeça acaba sempre por dar nas vistas. Trouxeram-no à mulher. Só havia um problema. A cabeça não encaixava.
- Este não é o meu marido. Deve ser outro, que também perdeu a cabeça.
Pois era. E havia mais. Bastantes! Quando por fim lhe apareceu o marido e a cabeça voltou ao seu lugar, a mulher não barafustou nem se ralou muito.
Encolheu os ombros. Afinal havia mais distraídos do que ela julgava..."
António Torrado, in Da rua do contador para a rua do ouvidor